domingo, 20 de maio de 2012

Sobre a greve dos Rodoviários em São Luís-MA

Sobre a greve dos Rodoviários em São Luís-MA
Luiz Eduardo

O Poder Judiciário, mais uma vez, como tem se repetido frequentemente, tem abolido na prática o direito de greve dos trabalhadores brasileiros, exigindo, segundo notícia do Portal Imirante, que o Sindicato dos Rodoviários, sob pena de multa, garanta pelo menos 50% dos ônibus circulando. Isso é uma palhaçada! Uma greve com 50% da frota nas ruas não é greve! Quem ganha com a metade dos ônibus circulando são os empresários que, economizando 50% dos gastos, oferecerão o mesmo serviço, que já é precário com a frota total nas ruas, à população que terá que se espremer ainda mais dentro da metade das latas de sardinhas que são acostumados a usarem todos os dias. Estão querendo instaurar um estado de coisas aqui no Brasil, e no Maranhão em especial, que nos transformaria no único lugar do mundo onde, ironicamente, a greve dos trabalhadores faz engordar ainda mais os bolsos dos seus patrões! Com a greve parcial, a totalidade dos trabalhadores de São Luís ficam obrigados a comparecerem nos seus empregos, escolas e universidades, enquanto os empresários lucram muito mais do que se os serviços estivessem regularizados, vistos suas economias com combustível e outras, o que seria bem diferente com a greve total! Os trabalhadores dos transportes públicos deveriam eleger como tática, para lutar contra seus patrões e contra a justiça de exceção burguesa que cotidianamente cassa nossos direitos constitucionais, uma postura mais ousada fazendo com que 100% da frota circulasse normalmente, mas com a catraca livre! Livre circulação dos ônibus, gratuitamente para aqueles que desejassem fazer uso do serviço! Tática já experimentada em outras cidades do Brasil. Os usuários do transporte público da capital, não seriam “atingidos” pela greve, pelo contrário seriam beneficiados, ao mesmo tempo que destruiria com os argumentos da justiça burguesa, os únicos prejudicados seriam aqueles que realmente devem arcar com os prejuízos que são os patrões e empresários que lucram milhões oferecendo um serviço de péssima qualidade! 

Faço um apelo para que a palavra de ordem dos trabalhadores do transporte público seja:

Que os patrões arquem com os prejuízos da greve!! A população não deve se espremer em 50% da frota! Greve com catraca livre já!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

delirium... entrevista...


entrevista concedida ao blogue ponto-continuando.blogspot.com, via emaio...

*O termo delirium deriva do latin delivare que significa “estar fora do lugar”, apesar de que hoje esta seja usado como “confuso, fora de si ou um sintoma neuropatológico etc etc”, mas o sentido a qual pus o título é o primeiro.




Diego Pires entrevista Saulo Pinto 

*Economista e Professor de Teoria Econômica do Instituto Federal do Maranhão/IFMA e contribuinte do blog Tempo de Crítica  por via e-mail.


Não há muitos dias conservando com um amigo socialista ele me afirmou: “Enquanto houver um lugar nesse planeta terra onde uma criança morre de fome haverá Marx”. Marx é a verdade?

Eu conheci Marx em um desses funerais! Na verdade, em cada período histórico, abre-se uma janela dos desesperados em que a ignorância em estado puro alimenta todos os irracionalismos possíveis… O que realmente Marx fez foi justamente construir uma “crítica impiedosa a tudo o que existe”, conforme disse em carta ao seu camarada Arnold Ruge. É óbvio que, em tempos pós-modernos, o pensamento enquanto uma objetivação está liquidada. O que é produzido nas universidades são mercadorias, fragmentos de pseudo-pensamentos que têm como característica nada dizerem. Na verdade, quanto mais folclórico e exótico for o “não-dizer” dos mercadores do saber, mais entusiastas adotarão em blocos organizados uma militância em nome das modas “novidadeiras” de elogio a tudo o que existe. Marx considerava toda falsidade como o “falso” socialmente necessário, na manutenção das ilusões indispensáveis à reprodução das condições objetivas-subjetivas do capitalismo mafioso. Assim, é estranho que todas as epistemologias não marxistas, por exemplo, advoguem uma espécie de neutralidade do discurso sobre a verdade que, em hipótese, Marx sustentaria. Nada mais falso! Marx produziu uma ontologia do ser social e toda natureza humana é historicamente condicionada pelo modo de vida de um padrão de sociabilidade determinado. As coisas caem para baixo e não para cima! Isto significa que a verdade não está em Marx, mas nas contradições e nas potências deste modo de regulação social. Onde quer que exista capitalismo, certamente, existirá a necessidade objetiva-subjetiva da crítica ao que existe. Pois, o modo de destruição do capitalismo exige  sua necessária e irrevogável superação. Marx existe de maneira inabalável enquanto as condições objetivas-subjetivas do capitalismo mafioso existirem e seu porrete será erguido por todas as gerações que não se renderem às seduções da vida estranhada. De todo modo, precisamos formar marxistas-poéticos… O que seria a revolução total senão uma grande poética inaudível? Na verdade, acho que faço parte de um marxismo não-alinhado e enquanto tal parece-me difícil ter hegemonia, mesmo entre “nós”… É preciso dar um passo adiante, com pedradas e palavras, pelo comunismo!


Há 8 anos voto na legenda do PSTU apesar de não ser Socialista, mas acredito que seja o único partido honesto e capaz de um Revolução no miserável Maranhão e subsequente quebra das Oligarquias (Utópico e Anacrônico? Não sei.)  Pensas como eu?

Um partido comunista é um sempre um intelectual orgânico, é sempre uma “totalidade destotalizada”, plagiando J-P Sartre, como negativo do que existe realmente. Fui militante do PSTU e, ao contrário de muitos amigos socialistas e comunistas, respeito bastante esta organização. Mas estou hoje “fora” … Todavia, o PSTU é um partido da separação e como tal não pode ser mais do que o negativo. A afirmação socialmente necessária e capaz de gerar uma situação irreversível depende, necessariamente, funda-se no pluralismo socialista-comunista. Tenho dificuldades teórico-práticas em compreender o processo de “revolução total” sem a participação do maior número de organismos e proto-organismos de “guerrilha”, isto é, entendo-os como instrumentos mediadores para a “Guerra de classes” que se processa organicamente no interior das contradições do capitalismo mafioso. Assim, o PSTU é um partido importante, honesto, de lutadores e lutadoras, mas não possui a ontologia da luta, são parte necessária dela e indispensável para a sublevação total da nossa classe, dos explorados oprimidos e humilhados, mas repito, não são a vanguarda da vanguarda da “revolução total”. Ainda assim, penso!, quem vem primeiro, a vanguarda ou a retaguarda? … A revolução proletária brasileira exige um determinado pluralismo socialista-comunista. Não há outra forma, não há remédio, não há atalhos… No que diz respeito ao Maranhão, tenhamos calma! Trata-se de uma quadrilha que se organiza na forma de máfia para estabelecer e reproduzir de maneira indefinida seus poderes, mediante a reprodução de relações burocrático-patrimoniais infinitas. Não gosto da crítica moral à oligarquia, parece algo infantilizado… A única crítica relevante tem que brotar da esquerda radical. Sem uma política e uma crítica radical, teremos apenas uma disputa de poder intra-oligárquica, que enganará o proletariado de todas as flexibilizações a depositar sua confiança nas eleições burguesas, este velho cardápio de mentira e cinismo em estado puro. Temos muitos pseudo-intelectuais que comem e vestem à custas da existência dos “sarney”… Penso que existe a necessidade social do surgimento de uma nova geração de críticos radicais no Maranhão… Não estou convencido do que dizem por aí… Fico imbecilizado de tanta besteira! … Sei e reconheço que existem o Flávio Reis e o Flávio Soares, mas o que resta depois? … São dois críticos muito inteligentes, sagazes e, pasmém!, anti-acadêmicos, seus colegas da universidade não os aceitam (risos…), ainda bem! Não estão perdendo nada… Eles desconhecem isso, mas “nós” (um pessoal descartável para o partido dos idiotas com doutoramento), os mais marginais de todos, gostamos deles! … Só lembrar do título do último livro do Flávio Reis, “Guerrilhas”… Quem teria coragem e ousadia de dar a um livro um título tão anti-acadêmico? … Os doutores em bobagens preocupam-se com seus currículos acadêmicos… Os intelectuais têm horror à luta, aos pobres, ao pensamento radical, pois têm horror à qualquer revolução!

Ouço de amigos: - sou pós-moderno. Parecendo assim negar a barbárie da realidade ou mesmo dizer que esta acima de tudo isso ou ter uma leitura errada do termo, pois ser pós-moderno não é necessariamente negar a “luta de classes”. E assim o tal do “Sistema” continua esmagando com suas botas selvagens o pescoço do mesmo... Por favor, me corrige se estiver errado?

Risos… Marx fundou a pós-modernidade… No único sentido realmente válido socialmente. Ele inaugurou uma nova forma de fazer ciência e filosofia, sugerindo uma modalidade em termos de praxis para a mudança total do mundo. A crítica à modernidade é uma forma de deslocar a centralidade do modo de produção do capital para algo difuso, sem qualidade, desprovido de intencionalidade. O pós-modernismo centra seu fogo na crítica às grandes narrativas, ao sujeito do conhecimento, à pretensa identidade de classes, e outras banalidades básicas. Na verdade, o pós-modernismo produz sua pseudo-crítica ao marxismo, mas estipula em termos de crítica à modernidade! E qual seria o motivo? Trata-se de uma ideologia própria ao tempo histórico do imperialismo! … Lukács formula bem esta questão, mostrando uma correspondência necessária entre formas de dominação econômica e decadência cultural. Então, penso que o pós-modernismo que tem em Nietzsche e, depois, em Heidegger seus expoentes mais importantes, formula sua crítica ao progresso, opondo-se à Revolução Francesa com todos os seus atributos importantes e, portanto, da necessária superação do velho pelo novo, de toda forma de superação do existe pelo processo de “revolução total”. Trata-se, sem dúvida, de uma forma aristocrática de formulação intelectual em contrapartida a toda necessária formulação democrática emancipatória, etc… Os pós-modernos são bárbaros, novo-bárbaros! … Assim, não há saída nem muito menos nenhuma alternativa radical e historicamente irreversível na doxa pós-moderna… Como já disse, precisamos recomeçar por Marx…

Mudando um tanto de assunto. O seu espaço no blog no “Tempo de Critica” me lembra, às vezes, o poema adaptado os “Os Patos de Rui Barbosa” do português Joaquim Custelo. Quem é seu público? Pois a imensa maioria fala outra língua.

Não conheço este poema. Não temos público, na verdade, temos inimigos e alguns poucos amantes. Certamente, se alguém perde seu tempo lendo nossos textos e ensaios, deve ser a polícia, os especialistas em segredo! Os ideólogos ineptos imbecis dos “grupelhos” burocracos-patrimoniais que estejam querendo aprender a escrever (risos…). Pulando a acidez, não sei quem são nossos leitores… Primeiro, não escrevemos nada demais, apenas misturamos, eu e Vinícius, delírios de mesas de bar, alguns sentimentos reprimidos pela sociedade do estranhamento, algum pitaco sobre uma sublevação na esquina…  Têm pessoas que dizem que não entendem nada, mas continuam acessando às publicações do blogue… Não entendo! … Na verdade, sinto-me invisível, sinto-me “fora” sempre, um precarizado e descartável flexibilizado… Muitas vezes já pensei em sair do blogue, em tornar-me um “eremita na cidade” (risos…), mas não dá! … o problema é quero mudar o mundo e isolado isto se torna uma impossibilidade ontológica… Na verdade, tenho percebido que é possível dialogar com alguns públicos bem juvenis, mas pequenos grupos… Eles têm vida, pulsão, mas estão jogados ao mundo cotidiano do desfiladeiro… Antes que se joguem de vez, temos que freá-los… Se não fizermos isto, acho que vão virar “gentes sem qualidade” nenhuma… Vamos parar por aqui, tenho que voltar para os delírios…

quarta-feira, 9 de maio de 2012

tristeza de paralaxe

para cristina kaszuba

… toda tristeza tem um pouco de paralaxe, toda tristeza tem muita vida, sobrevive nas margens, brota como riqueza de azinheiras amargas, depreda-se mordendo cravos com os dentes estragados, e ainda escandaliza toda hipocrisia com o silêncio perturbador daquela gritaria muda… toda tristeza emudece os trópicos trôpegos, tropeça em línguas estranhas, em becos sem saída maravilhosos, toma-nos de assalto à razão, sem que nenhum cardápio de irracionalismos ultramar seja servido, apenas palavras insurretas, desmedidas, que endireitam a vara da decência curvando-a para todos os lados dos trópicos possíveis… toda tristeza tem visão de paralaxe, auto-mutila-se, entorpece-se de todas as dores do mundo, toda tristeza vem de paralaxe…

S.

sábado, 28 de abril de 2012

Carta aberta sobre as eleições do DCE-UFMA

CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DA UFMA E À OPOSIÇÃO DE ESQUERDA  SOBRE AS ELEIÇÕES DO DCE
A revolução deve, por sua vez, romper em definitivo com sua própria pré-história e extrair toda sua poesia do futuro. Os ‘bolcheviques ressuscitados’ que participam da farsa do ‘militantismo’ dentro dos diferentes grupelhos de esquerda são emanações bolorentas do passado e não anunciam o futuro de modo nenhum. (Mustapha Khayati - A Miséria do Meio Estudantil)

            No último domingo, dia 22 de abril, foi realizado o CEB que decidiu acerca das eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFMA (DCE-UFMA). As eleições ficaram marcadas para o dia 30 de maio, sendo que as inscrições para as chapas ficaram entre os dias 03 à 09 de Maio, um tempo um pouco apertado para a realização de um amplo debate democrático com o conjunto dos estudantes dos vários campi e a atual situação que a universidade hoje vivencia. De tal maneira que, ficou claro a pressa com que as burocracias estudantis que dominaram o CEB, tanto as que compõem a atual gestão do DCE (ligada ao PMDB e à oligarquia Sarney, totalmente subordinada às ordens da reitoria) como a oposição de esquerda (composta pela ANEL ligada ao PSTU, e pelo CONTRAPONTO e VAMOS À LUTA, coletivos políticos ligados à UNE e ao PSOL), estão mais interessados que as eleições aconteçam o mais rápido possível do que promover um verdadeiro debate político com a comunidade acadêmica. Se não bastasse as eleições convocadas a toque de caixa, o regimento eleitoral aprovado quase que por unanimidade, impõem que, para montar uma chapa é necessário que haja no mínimo um membro de cada campus do Maranhão, ou seja, no mínimo um membro do campus de Codó, São Bernardo, Pinheiro, Imperatriz, etc. Dizer que esse impedimento estatutário favorece as burocracias estudantis que contam com aparatos fornecidos por partidos políticos, pela reitoria e  por sindicatos é dizer o óbvio. Sob a alegação ridícula de que assim se garante uma participação mais democrática dos estudantes dos campi do continente, quando, na verdade, transforma a participação deles em algo totalmente formal, onde os campi do continente ficarão sempre subordinados à direção do DCE localizada em São Luís. Transforma a representação dos estudantes do continente numa “cota” a ser preenchida numa entidade cujo centro está longe de sua realidade imediata. Essa unidade mistificada que se apresenta inicialmente como uma união democrática, mas que na realidade traz consigo o alfa e o ômega da separação desigual burguesa, típica da socidade espetacular na qual vivemos. Defender a verdadeira participação política dos estudantes do continente é lutar para que cada campus tenha o seu próprio diretório central autônomo, que atenda a demanda das diferentes realidades de cada cidade. Resguardando sempre, obviamente, a possibilidade de aliança geral para lutas que sejam do interesse de todos, e não para servirem de massa de manobra para os interesses da gestão do DCE de São Luís, tal como vimos com a gestão atual. Essa pseudo-unificação burocrática que subordina os outros campi ao Diretório de São Luís tem acontecido desde 2009, levada a cabo por essa mesma gestão do DCE. À época, membros do PSOL foram a favor, enquanto a ANEL se colocou contra, mas hoje, tal como vimos no CEB, parece que a vontade de abocanhar não apenas o diretório de São Luís, mas de todos os outros campi que se transformaram em apêndice deste, parece falar mais alto, já que implicitamente coadunaram com o regimento eleitoral.
            Devido aos impedimentos burocráticos colocados mediante um acordo tácito entre os grupos que se digladiam pelo controle do DCE, teremos provavelmente apenas duas ou três chapas, já que para disputar o diretório da UFMA hoje é necessário ter muita grana e estrutura para fazer uma campanha percorrendo o Maranhão inteiro como se disputássemos o governo do Estado e não uma entidade estudantil. Dessa forma, as chapas que disputarão o pleito são provavelmente as seguintes: A chapa da atual gestão do DCE que vai contar com apoio da oligarquia/máfia Sarney e da reitoria para se reeleger pela terceira vez, esses que representam o que há de mais podre no movimento estudantil, utilizando o DCE para se promover politicamente, tal como vimos o coordenar geral da atual gestão Gustavo Santos tomando posse em cargos da Secretaria da Juventude do Governo do Estado, estes são os mesmos que reproduziram a lógica do Capanga e do Lacaio, transformando o DCE em cachorrinho obediente da gestão Natalino Salgado. A outra chapa será da oposição de esquerda unindo membros da ANEL, do CONTRAPONTO e VAMOS À LUTA, que são ligados ao PSTU e PSOL e contarão também com apoio das burocracias sindicais controladas por esses respectivos partidos, tal como APRUMA, ANDES e Sindicato dos Bancários; Possivelmente haverá uma terceira chapa com membros da UJS, ligados ao PCdoB de Flávio Dino, que se retiraram da atual gestão quando o atual coordenador do DCE Gustavo Santos se filiou ao PMDB, mantendo a tradição de que a UJS nada mais é do que um estágio para aprendizagem daqueles que futuramente comporão os quadros dos partidos de direita, a exemplo de José Fernandes Linhares, ligado à Coordenação Municipal da Juventude da Prefeitura de São Luís de João Castelo. Agora os ressentidos da UJS (os ex-gustavetes) se lamuriam como uma mãe que foi apunhalada pelo seu filho, que se mostrou como um prodígio na aprendizagem dos assuntos de peleguismo.
            É nesse quadro miserável que vai se desenrolar as eleições para o Diretório dos Estudantes da UFMA, onde será derramada muita grana pelos diferentes partidos, que sabem da importância do controle desse aparelho, principalmente quando se trata de um ano que terá eleições municipais. Nesse contexto de decadência, os estudantes não alinhados com as diferentes estruturas burocráticas adversárias, e por isso mesmo se encontram alijados dos espaços de disputas e debate democrático, que era o mínimo que se podia esperar de uma eleição para um diretório estudantil, e que não mais suportam o domínio vergonhoso do DCE da UFMA tanto pela reitoria como pela oligarquia Sarney, se vêem diante de dois caminhos: ou chamar para o boicote das eleições, denunciando seu caráter antidemocrático, para que o conjunto dos estudantes não vote e, portanto, que as eleições não atinjam quorum, tática que provavelmente será um tiro pela culatra, pois levará ao fortalecimento da chapa da reitoria que em outra oportunidade já demonstrou que não se importa com quorum das eleições, tal como nas eleições de 2009, lançando mão de todos os artifícios possíveis para se perpetuar no poder. Ou se alinhar com os burocratas da oposição de esquerda que combatem burocraticamente a atual gestão, arrebanhando de todos os lados “aliados” de última hora sem fazer uma discussão efetiva sobre o verdadeiro enfrentamento que devemos fazer neste momento, que é discutir o caráter de um movimento que tende, cada vez mais, a profissionalizar as direções e despolitizar o conjunto dos estudantes.
            Juntando os cacos daqueles que sobraram com uma visão crítica sobre a situação da universidade e do movimento estudantil atual da UFMA, consideramos que a nossa posição será uma síntese dialética das duas posições opostas colocadas acima. Isto é, nem daremos apoio indiscriminado e acrítico aos burocratas da oposição e nem chamaremos a um boicote que favoreceria aqueles que estão no poder. Estamos dispostos a iniciar um diálogo, por entendermos a importância da construção desse movimento de coalizão construído pela oposição de esquerda, devido ao contexto em que se encontra o movimento estudantil na UFMA! Esse diálogo que culminará ou não (dependendo de como se desenrolar o debate) em um apoio crítico e momentâneo a essa coalizão, apontando as falhas no seu programa (existe programa?) e na sua forma de organização, denunciando sua falta de independência, visto sua associação obediente com as burocracias partidárias, esse diálogo que pode se iniciar mediante a convocação de um debate público, onde colocaremos as cartas na mesa.
            Para tanto, queremos deixar claro desde já, o nosso programa mínimo, onde o primeiro ponto é que a chapa se comprometa em retirar os campi do continente da condição de subordinados ao campus de São Luís e isto só é possível na medida em que se lute efetivamente para a construção de espaços autônomos onde os estudantes dos campi do continente se autorrepresentem sem estarem subordinados ao diretório de São Luis ou a qualquer outro. Isto implica em quebrar a máquina burocrática do SUPER-DCE-UFMA-MARANHÃO que foi agigantada por quatro anos de gestões de profissionais do peleguismo que usam o movimento estudantil para catapultar suas carreiras políticas. O segundo ponto, que está diretamente alinhado com o anterior, é que se construa uma agenda efetiva de debates e atividades onde o conjunto dos estudantes possa dialogar sobre a situação atual do movimento estudantil e as condições efetivas de superação de sua miséria! Dizer que a UNE não nos representa, não quer dizer que deveremos ser representados pela ANEL! O terceiro ponto diz respeito, a organização interna do próprio DCE que é construída mediante uma hierarquia rígida favorecendo aos gangsteres da militância e picaretagem LTDA e aos que querem com mãos de ferro centralizar a decisão nas mãos de poucos, como reza a cartilha stalinista. Isto significa dizer que a forma DCE presidencial ou de coordenador geral deve ser superada em favor de uma forma não personalista e não hierárquica e que represente a pluralidade das posições políticas dos estudantes que possam vir a compor a chapa. O quarto ponto está ligado à situação atual da UFMA tanto política como administrativa, que na verdade é um mero reflexo da crise geral da universidade catalizada pelo REUNI, que por sua vez também é um mero reflexo da crise geral da sociedade capitalista contemporânea, que leva a UFMA, cada vez mais a se transformar num microestado fascista onde as decisões são tomadas pelo Füher e são acatadas sem pestanejar pela sua SS (leia-se burocracia dos conselhos universitários, direções de centro e DCE), lutar contra esses administradores da catástrofe ufmiana significa democratizar efetivamente os espaços de decisão extinguindo a forma atual dos conselhos universitários e instaurando uma forma de votos paritários onde estudantes e funcionários tenham o mesmo peso dos professores, e que os conselheiros à medida que tomem decisões à revelia da vontade da base possam ser destituídos imediatamente dos seus cargos. E em relação às famosas lambanças das obras de Natalino Salgado como brilhantemente expôs o professor Flávio Reis no seu texto, lutar pela instauração de uma auditoria pública, inclusive mediante uma greve estudantil, especialmente em relação à situação do prédio Paulo Freire construído sob os ditames de uma arquitetura do desencontro e da vigilância, que convida o tempo todo os estudantes a irem para casa, que só atende aos interesses policialescos da direção e a uma formação antihumanista que não prioriza a ampla sociabilidade dos estudantes e que trata a universidade como esteira fordista de fabricação de humanos/máquinas diplomados. Há atualmente outras questões urgentes que precisam ser discutidas seriamente que é o caso da crise atual dos transportes públicos em São Luís, é preciso avaliar conjuntamente quais são os mecanismos de luta que os estudantes em aliança com os trabalhadores podem acionar.
            Por fim gostaríamos de deixar claro que esse é um programa de migalhas necessárias para se iniciar o diálogo, se a chamada oposição de esquerda não estiver disposta minimamente a dialogar sobre esses pontos é porque não é digna nem desse nome e só se interessa em controlar esses aparelhos bolorentos, construídos sob os auspícios da alienação e da separação, que apodrecem a olhos vistos e que cada dia mais conta com menos legitimidade junto à base dos estudantes.

Assinam: C.A de Filosofia, C.A de História, Luiz Eduardo (mestrando em hist.) Vinícius Bezerra (mestrando em hist.) Franklin Lopes (mestrando em hist.) Elizabeth Serra (mestranda em ciências sociais) Thiago Lopes (ciências sociais) Tauan Sousa (ciências sociais) Bruno Abulquerque (ciências sociais) Aurélio Carvalho (ciências sociais) Flávio Make (história) Luan Ferreira (história) Luís Otávio (história)
             

quarta-feira, 25 de abril de 2012


"Um critério: quando um mero intelectual diz que o projeto socialista está fora de pauta, ele está simplesmente expressando seu mais profundo desejo que nunca entre mesmo na pauta, pois intelectuais têm pavor de revolução"

Iná Camargo

Potências da juventude: aviso aos alunos da vida fora da vidraça

Potências da juventude:
aviso aos alunos da vida fora da vidraça

por Saulo Pinto Silva

para minha querida maria angélica, surpreendida com a vida fora da vidraça, perdida entre dores e delírios, escolheu viver, apenas...

“Que a infância tenha ficado presa na armadilha duma escola que aniquilou o maravilhoso em vez de exaltar, é claro indício da urgência em que se encontra o ensino, caso não queira afundar-se ainda mais na barbárie do tédio: a urgência de criar um mundo de que possamos maravilhar-nos”
(Raoul Vaneigem)


O movimento estudantil brasileiro corre o risco grave de virar um “rebanho sem voz”, tal o limite relativo de sua passividade relativa e sua incapacidade de transformar o cotidiano numa festa de lutas, de indignação e de resistência aos podres poderes instituídos. A despeito da terrível vaga de refluxo que hoje presenciamos em toda a classe dos que sofrem e dos humilhados estruturalmente, é preciso ir adiante dos “encontros de cartazes”, “oficinas de piadas”, “guerras de almofadas” ou mesmo da representação da luta amorfa contra a corrupção abstrata.
Certamente, num período em que a maioria da esquerda fora capturada pelas benesses que o capitalismo integrado lhe possibilitara, nada mais “normal” do que uma juventude que cresce diante das novas tecnologias sociais da passivização e do isolamento nada fazer, apodrecer. Se é verdade que as tecnologias sociais do isolamento possibilitam e encurtam a comunicação e, em tese o poder de mobilização, por outro, destituem toda e qualquer diálogo de conteúdo estratégico, posto que a reprodução da passividade é a regra de uma mundo em estágio imperialista de exceção permanente. Assim, quanto mais interligados pelos “fios invisíveis” dos cabos de computadores cada vez mais autônomos diante do “sujeito passivizado”, mais isolado na integração do mundo encontra-se o “sujeito revoltado”. O problema do “sujeito revoltado” é justamente sua incapacidade de ser-estando parte de um movimento crítico mais abrangente e portando um conteúdo estratégico da mudança substantiva. Não adianta ser contra a corrupção abstrata, defender os direitos humanos burgueses, solidarizar-se aos povos removidos pela nova política de descentramento do sujeito-pobre nas grandes cidades pelos grandes projetos transcontinentais, pois  isto basta-se em si mesmo e não representa mais do que sua morfologia indica, isto é, apenas lutas pautadas em danos provisórios e tão passageiros como aquela novidade tecnológica capaz de modificar totalmente o habitus dos sujeitos viventes.
Todavia, não quero aqui invalidar os movimentos que ainda e de alguma maneira lutam. Se assim fosse, meus argumentos seriam profundamente anti-dialéticos e profundamente mecanicistas. Mas, é preciso mais, é preciso ousar na reinvenção da luta dos que sofrem e partilham ontologicamente da humilhação em estado puro. Sem conteúdo programático-estratégico estas lutas desaguarão em dias de resignação sem “pós” nem “depois”. O dano serve sempre para incendiar uma luta, mas não serve para manter um espírito de mobilização permanente e, outrossim, de constituição de uma situação irreversível de “greve permanente”, em que a vida tornada insuportável, em todos os seus indícios e aspectos, torna-se um fardo não apenas à realização individual, mas impeditiva de qualquer projeto coletivo de socialização e de sociabilidade.
A juventude é o único setor da sociedade burguesa que não tem o “emprego” para defender, sobrevive em rusgas permanente com os cânones do cânone familiar judaico-cristão, tem na experiência permanente da vida cotidiana a possibilidade da novidade e da exuberância da criação, é desprovida de qualquer propriedade, são burgueses sem serem burgueses!, em suma, são irresponsáveis ontologicamente, pois não tem nada para defender ou mesmo perder. Tem o mundo a ganhar! Se não se rebelarem imediatamente como um imperativo categórico, tornar-se-ão apenas “adultos insatisfeitos”, como nos lembra Raoul Vaneigem. 
Da mesma maneira que juventude não é uma fase ou um estação qualquer, passageira em cada desgaste da corrosão do tempo, pois sua sustentação está numa política pautada no programa permanente de “criação de si”, que tem na “eterna primavera” seu objetivo estratégico, contra a ideologia assustadora que tenta tornar-nos realistas em estado puro a tal ponto de transformar a vida vivida num verdadeiro e inautêntico “inverso sem fim”. 
Estamos ainda na época da semeadura, da produção de produções irreversíveis para toda a vida separada pela tirania da feiura e da passividade. Entretanto, apenas teremos alguma colheita significativa caso rompamos imediatamente com esta “sociedade sem alegria e sem futuro” e que sejamos guiados pela “linha do coração”, como ensina-nos o grande poeta da vida, Raoul Vaneigem. Assim, toda juventude encontra-se diante de uma escolha básica e irreversível, em que não há como se esconder, nem lugar para covardia de nenhuma natureza, uma escolha intencional e deliberada pela vida infinita e pela liberdade irrestrita ou serão escolhidos para um eterno exilio de si e para uma vida eternamente separada. Escolham, jovens de todo o mundo, uni-vos ou separam-se!  

domingo, 22 de abril de 2012

A hora de ataque


A hora do ataque:
contra a privataria do sistema de transporte público de São Luís

Saulo Pinto Silva[1]
Vinícius Pereira Bezerra[2]

No último dia 25 de março, tivemos mais um exemplo caricatural do “estado de exceção permanente” na cidade dos 400 anos de misérias gloriosas dos nossos bem pensantes e da nossa elite laboriosa. Sem reservas e dotado de um cinismo aviltante, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) “declarou” a falência do sistema de transportes públicos da cidade. Na verdade, num estado de ausência bem intencionada da “mão esquerda” do Estado, garantidora dos direitos sociais mínimos inegociáveis, sua  “mão direita” toda esperta não vacila e assume o lugar do Estado em professar uma falência impressionantemente mentirosa de um sistema altamente lucrativo.
Todavia, o suposto “colapso” financeiro professado pelo SET, na verdade, não passa de uma artimanha conhecida de tentar pressionar o governo Castelo a ceder ao “golpe” do aumento das tarifas. É óbvio que a elite tropilha em nada se preocupa com este “golpe” pré-eleitoral, pois não se vale dos serviços públicos básicos para a reprodução das suas condições de vida, nem muito menos dos “direitos” garantidos na luta em nome e para o gozo da “maioria”. A luta remonta aos anos 1950, mas seu ápice se materializou em 1979, quando a juventude ludovicense tomou de assalto as ruas e enfrentou o poder despótico liderado pelo governador “biônico” João Castelo. Lembre-se que o maior algoz da luta pelo direito à meia-passagem na história de São Luís é justamente João Castelo, histórico inimigo e agressor da juventude que luta pelo “direito à cidade”, isto é, pelo irredutível direito ao deslocamento, ao desvio, à criação de situações próprias do vivente na cidade.  
Na verdade, o novo ataque que retira direitos históricos reveste-se de uma argumentação circular, própria dos “contabilistas” do capital, buscando justificar o corte nos “custos totais” (fixos e variáveis) e operativos do sistema, sobretudo os “benefícios” trabalhistas dos trabalhadores do sistema de transporte. O corte dos auxílios alimentação e saúde é o despudoramento de uma política agressiva que somente tem como objetivo retirar direitos sociais mínimos e garantir a elevação da pomposa taxa de lucros do setor de transportes coletivos. Não sem dúvida, uma poderosa política de transferência de renda se efetiva, uma espécie de “bolsa rico” para os proprietários das empresas do sistema.
Os “contabilistas” do sistema circular tentam, por outra via, sustentar que o “congelamento da tarifa”, o “excesso de gratuidades” e o “alto de índice de fraudes” levaram ao “colapso” do sistema. Pasmem, a culpa pelo trágico “colapso” do sistema seria justamente a garantia dos direitos sociais que, eles sem nenhuma vergonha, atribuem a fraudes?! Fabricam números, inventam índices objetivando “capturar” a opinião pública para que tenha piedade dos falidos proprietários do sistema que estão sendo sugados e enganados pelo Estado que garante muitos direitos sociais. O mais interessante é quando tentam argumentar o absurdo do “congelamento” da tarifa, proporcionalmente, mais elevada e imoral do país pela suposta variação dos rendimentos do salário mínimo. E o que dizer do investimento obrigatório, diga-se de passagem, em novos ônibus “equipados com elevadores para portadores de necessidades especiais”? Um samba do crioulo doido se perfaz, mediante a lógica do “contabilista”... O que espanta é que sugerem que a população aceitaria uma tarifa maior por um serviço de maior qualidade (sic!). Quem foi consultado? Quem concedeu autorização para tamanha afirmativa criminosa? Mais uma vez, uma combinação explosiva de mentira, falsificação e autoritarismo se desenha. Na ausência do Estado, numa espécie de “debate direto” com os capitalistas, o SET assume o poder econômico e político numa paulada só, ainda mais quando estamos mediante o “estado de exceção permanente” em que a política fora toda judicializada e o conflito entre as classes administrado pelas políticas de controle permanente.
Na verdade, muitas questões surgem com este procedimento de ataque. Primeiro, temos um Estado (des)governado pelo poder do capital. Assim, aquela cantilena própria de João Castelo que seu governo é popular, mais uma vez, desmonta-se. Trata-se de um governo orientado para a acumulação privada dos ricos e que faz valer a antiga máxima proferida por Marx, quando sugeria ser o Estado o “comitê de negócios da burguesia”. A questão é que esta burguesia é líquida e despida de sua morfologia tradicional, isto é, estamos diante de uma lumpemburguesia esquizofrênica e suicida. Os limites do “compromisso” entre as classes estão rompidos e sua preocupação com a passivização das classes subalternas é ignorada, para não dizer risível. Segundo, como o sistema de dominação é esquizofrênico e suicida, em que não somente a taxa de lucro é a premissa de qualquer outro objetivo, há um embuste, que se traduz numa política agressiva de retirada expansiva dos direitos sociais mediante um processo de humilhação duplo, tanto dos trabalhadores do sistema como dos trabalhadores usuários do sistema. E o simulacro espetacularizado reproduz-se pelas redes sociais que, conforme boa percepção do jornalista Ed Wilson, a luta de classes ou mesmo a indignação dos humilhados não “pula” da internet para as ruas. O negócio é partir para cima do sistema pela “crítica das ruas”!
Vale destacar, em meio à orquestração deste novo golpe, e algo que se relaciona à insegurança letárgica da juventude, especialmente, é a não menos escancarada desfaçatez das entidades estudantis da grande São Luís que, como diques de contenção das potências das lutas, procuram canalizar a real indignação para a passiva via da judicialidade. Não resta dúvidas que, como os indícios estão apontando, se as ruas da capital maranhense forem novamente ocupadas pela juventude e trabalhadores, após uma tal hibernação, haverá tanto uma onda repressiva, numa velha repetição histórica caosteliana, quanto a opressão dos canalhas corruptos que autocraticamente se elegeram “representantes” dos estudantes com entidades nascidas no colo de gestões anteriores do poder municipal e que criaram raízes sendo verdadeiras ramificações funcionais e políticas do Estado, particularmente quando os conflitos se acirram nas lutas de classes pelas bandas de cá. Eles estarão lá fazendo o trabalho sujo de apaziguadores, jogarão água fria no calor da luta, quererão negociar o fim da luta junto ao SET e à prefeitura, e a juventude deverá estar preparada para a continuidade da farsa burlesca que já está dada desde o pronunciamento dos “pobres” empresários do sistema de transporte da capital. Se o conflito iniciou-se pela política esquizofrênica e suicida, nos gabinetes palacianos, em mesas de pôquer, nesta política de cassino, em que os direitos sociais são negociados pelos gângsteres auto-refletidos pela lógica impiedosa do “direito ao roubo institucionalizado”, respeitando o cânone da privataria neoliberal e imperial, então, sua resolução tem como mediação apenas o conflito e a guerra de classes, que têm como arena, não as jogatinas de cassino do gângster, mas sim às ruas e seus atalhos de resistência. Nenhuma confiança pode ser dada ou sequer atribuída às entidades estudantis-governamentais pseudo-representativas, pois como membros da economia de cassino que hoje domina a “sociedade administrada” nos seus 400 anos, somente podem representar a mentira em estado puro e toda verdade publicizada é um momento do que é falso. Não é mais hora de beijar à cruz, é hora do ataque!
Estamos entrando numa bifurcação histórica que exige da juventude e dos trabalhadores da cidade uma palavra de ordem básica, e não menos importante para buscarmos restituir o direito à cidade: estatização imediata do sistema de transporte coletivo da cidade! Por uma vida sem catracas, Passe Livre! Direito não é mercadoria! Contra a economia de cassino!


[1] Professor de Teoria Econômica do IFMA, campus Maracanã.
[2] Professor de Sociologia do IFMA, campus Santa Inês.